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Noticia - Postado em 20/10/2014 14:21:33
Memória da Oficina de construção das Diretrizes da Política Nacional de Qualificação no Turismo

 Foram dois dias intensos, organizados pelo Ministério de Turismo e a UnB, dias 08 e 09 de outubro.

Tivemos a abertura dos trabalhos com o Ministro Vinícius Lages, que mencionou pilares importantes para o desenvolvimento do turismo: Inovação, Tecnologia, Competitividade, Talentos Empreendedores e Líderes para continuar agenda estratégica.

O Elimar Pinheiro da UnB traçou objetivos, sistemática e resultados esperados da oficina num processo compartilhado, sintetizados em:

- Quais as visões de atores relevantes do turismo (empresas, associações, academia, entidades) sobre a qualificação em turismo?

- Como foi a atuação do Ministério do Turismo sobre qualificação em turismo nos últimos 10 anos?

- O que podemos aprender a partir das experiências de qualificação em turismo de países que se destacam no setor?

- Como será o futuro do turismo? Que qualificação precisamos para aproveitar as suas oportunidades?

Estavam presentes representantes de diversas entidades tais como: SEBRAE MG, ABRACORP, ABAV Nacional, USP, ABETA, Comissão de Turismo do Senado, Comissão de Turismo da Câmara, FENAGTUR, ABRESI, CNTUR, ANSEDITUR, Mario Beni, ABRASEL, CONTRATUH, ABIH Nacional, TURISRIO, SENAC Nacional, Rede ACCOR, FOHB, FBHA, BRAZTOA, SEBRAE Nacional e claro a ABBTUR Nacional. 

Foi mencionado que haverá outra oficina para discutir apenas Certificação.

E os resultados dessa oficina ainda vão para Consulta Pública em Novembro para apresentar resultados finais na reunião do Conselho Nacional em Dezembro.

Foram várias apresentações em Power Point :

- Inicialmente uma síntese analítica, a devolutiva das entrevistas realizadas com 37 entrevistados do poder público, empresários e do terceiro setor

- Apresentação de diagnóstico quanto a Conteúdo - competências necessárias / Formatação - estratégias e práticas de ensino / Formação técnica ou de base - Dimensão comportamental.

- Necessidade de articular os Ministérios;

- A qualificação deve ocorrer nos níveis operacional, gerencial e do próprio empreendedor;

- contemplar a diversidade de formatos, incluindo in company e EaD;

- sugestões de enfatizar quem já está no mercado;

- é fundamental a reformatação dos Cursos Superiores de Turismo e Hotelaria;

- a qualificação contemplar a certificação;

- adequar a oferta de qualificação às demandas;

- formação de formadores.

Os Turismólogos também foram mencionados e na rodada inicial de questionamentos. A ABBTUR informou sobre a inclusão do título profissional Turismólogo, ainda indefinido pela falta de regulamentação da Lei 12591/12. Além de ter questionado a ausência do MEC e do MTE. Tendo apenas uma representação do MEC como ouvinte e não como participante da oficina. E prontamente na parte da tarde vieram diretores de áreas específicas de ambos os ministérios!

A ABRASEL mencionou que existe "medo de qualificar para o concorrente".

Mario Beni questionou como premissa que não é missão do Ministério do Turismo capacitar e qualificar. Inclusive lembrou o que foi a experiência do IH - Instituto de Hospitalidade. Existem outras instâncias tipo SEBRAE, MTE, SENAC com Pronatec e FAT que são adequados. O Ministério do Turismo tem que monitorar e fazer análise de conteúdo.

A Marutschka Moesch, do CET/UnB apresentou - A experiência de qualificação na área de turismo no Brasil: análise documental. Onde fez a identificação de documentos; Categoria de análises (proposta pedagógica e gestão do programa); Análise interpretativa e crítica dos programas de sensibilização, capacitação e qualificação apenas do período pós criação do Ministério do Turismo. Fez um histórico das Tipologias de Qualificação mencionando Formação Vocacional e Educação Profissional (educação básica, técnica e tecnológica) e a Resolução CNE/CES no. 2 de 18/06/2007, que estabelece 2400 horas para o Curso de Turismo. Informou que atualmente ainda temos 373 cursos de graduação em turismo e 156 estão no Sudeste (41,8%) seguindo o Nordeste com 98 cursos (26,3%). Mencionou os 7 cursos que exigem ensino médio e os de ensino superior tecnológico que atualmente são 439 na área do lazer e hospitalidade, 141 em gastronomia e 86 em eventos.

E ainda mencionou o PLANFOR 94/2002; PNQ 2003 -2014; Formação para o mundo do trabalho, Direito Social...

Evidências e proposta pedagógica foram analisadas de 9 programas de qualificação entre eles o PRONATEC, desenvolvido em parceria com MTE e MTur, Sistema S e Institutos Federais:

- concentração de métodos abstratos-formais,

- dificuldade de adaptação às realidades de cada localidade,

-baixa presença de modelos de avaliação, monitoramento e indicadores,

- inexistência de critérios sobre vagas ofertadas e utilizadas,

- distanciamento da aplicação das normas técnicas aos conteúdos analisados nos materiais pedagógicos e didáticos

E além da transparência no diagnóstico apresentado, os diversos posicionamentos dos participantes surgiram:

- pedagogia ativa é diferente da pedagogia problematizadora;

- concentração em instituições,

- faltou contrapontos...onde avançou?

- fragmentação da formação,

- o que sabe fazer um graduado em 4 anos em turismo?

- falta identidade técnicos, tecnólogos e bacharéis,

- processos e métodos repetitivos é culpa do MTur,

- precisamos requalificar a peãozada...

O Luiz Spiller apresentou "A experiência internacional de qualificação na área do turismo: benchmarking internacional e o João Nildo apresentou "Tendências internacionais e nacionais do turismo: desenho da nova demanda".

E finalmente numa metodologia participativa divididos em 4 grupos foram debatidas as sugestões de diretrizes, premissas, princípios e estratégias como documento base para regulação do mercado de qualificação e da Política Nacional de Qualificação em Turismo:

- Estão corretos os objeto e objetivo da Política Nacional de Qualificação na área de Turismo (PNQT)?

- Qual o papel do Ministério do Turismo na PNQT ?

- Qual deveria ser o papel do setor privado?

- Como deveria ser o financiamento da PNQT ?

- Quais modalidades de qualificação deveriam ser priorizadas ou atendidas?

- Como adequar a oferta e a demanda?

- Como usar a certificação ?

Houve compilação dos trabalhos dos 4 grupos e breve estará para contribuições sob Consulta Pública.

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